4 de agosto de 2015

Marília Pêra e Silvia Pfeifer falam sobre ‘Callas’ em Uberlândia

Em entrevista exclusiva, diretora e atriz relembram como tudo começou e contam um pouco do que o público pode esperar da homenagem à maior cantora lírica de todos os tempos, que estreia no Teatro Municipal no próximo Sábado (08).



O público de Uberlândia e região está ansioso para a estreia de ‘Callas’ no Teatro Mu-nicipal no próximo sábado (08). Isto não só por que se trata da vida gloriosa e trágica de uma das maiores divas da história da música, mas também por que é o espetáculo produzido para homenagear os 90 anos de Maria Callassob direção de Marília Pêra.
“Callas foi uma cantora fantástica, encadeava notas musicais com uma lógica de atriz, mas impressionava pela fragilidade e infortúnio no amor, e é com esse ponto frágil que eu me identifico mais”, revela a diretora e atriz que também interpretou Callas em ‘Master Class’ (1996).
Dezoito anos depois, Marília volta a se debruçar sobre a vida da maior cantora lírica de todos os tempos, e afirma: “ela era um monstro em cena, mas não escondia sua fraqueza pessoal. E, como sua vida era acompanhada publicamente (a imprensa noticiava tudo, fracasso e sucesso) ela se mostrava por inteiro. Callas levava muito a sério o que escreviam. Quando foi abandonada pelo magnata grego, Aristóteles Onassis, ela começou a morrer. Afinal, uma cantora lírica necessita que massageiem seu ego para manter a voz no lugar, o diafragma forte, e Callas, além de emagrecer perdeu a própria confiança”.

Como tudo começou...
O convite para dirigir a peça partiu de Fernando Duarte, profissional que Marília Pêra conheceu quando dirigiu Doce deleite, com Camila Morgado e Reynadlo Gianecchini. 
“Fernando fera contrarregra e camareiro na peça. Conhece perfeitamente os interiores de um palco de teatro. Nos últimos anos, ele começou a trilhar uma carreira de autor e produtor, e meu outro grande interesse nesse projeto, além da oportunidade de ouvir e estudar Callas novamente, é poder acompanhar de perto esse início de carreira do autor Fernando.Estou sempre em contato com ele que, além de autor, é o produtor e acompanha o espetáculo pela turnê”, conta Marília.
Neste trabalho, quem interpretaCallasé Silvia Pfeifer. “Um dia o telefone tocou e era a Marília me convidando para interpretar Maria Callas. Aceitei na hora, mesmo sem ler  o texto. Depois comecei a pesquisar tudo, eu já sabia um pouco sobre Callas, mas com a peça descobri muito mais coisas. Marília me ajudou muito, deu muitos conse-lhos, muitas dicas. Ela é uma mestra e sabe tudo”, relembra Silvia Pfeifer.
Para Marília, existe uma sintonia entre Silvia e Callas. “Silvia tem um porte e o tipo físico que, em cena, faz lembrar muito a presença marcante de Maria Callas. Elas têm uma sintonia em cena”, afirma. 

Um dia antes da morte de Callas
A trama biográfica retratada no espetáculo se passa um dia antes da morte da sopra-no. Maria Callas faz uma retrospectiva de sua vida para um amigo jornalista, John Adams, revelando momentos da vida pessoal e artística. 
A narração é acompanhada de vídeos, fotografias e textos projetados em telões. Além disso, Silvia realiza cinco trocas de figurino no palco, provando cópias fiéis dos vestidos que a diva vestiu em óperas famosas.
Ao pensar na direção, Marília conta que teve a ideia de transformar a peça em um documentário ao vivo. “Enquanto Callas observa os objetos, ela usa alguns deles, como os figurinos de óperas famosas. Assim, enquanto Silvia, que vive Callas, prova o vesti-do, três telões vão exibir a própria Callas trajando o mesmo figurino de personagens como Ana Bolena e Tosca. O público acompanha uma espécie de documentário que dura 62 minutos no qual aparecem filmes, fotos e a própria voz de Callas”, conta Marília Pêra.
A peça é super dinâmica, com drama, tragédia e comédia, principalmente, quando Callas se relaciona com o interlocutor, o amigo-jornalista, justamente porque neste momento inverte-se o jogo e fala-se sobre a vida dele. “Tem momentos engraçados, tem coisas sobre o que ela pensa sobre as pessoas... tudo colocado de uma maneira leve. E tem ainda todo o deslumbramento de conhecer essa mulher incrível.Quem conhece Maria Callas ficará surpreso e emocionado com revelações que o grande público desconhece, e quem não conhece, saberá muito sobre a vida e obra dela”, ressalta Marília Pêra.
Já Silvia Pfeifer diz que, para ela, toda noite de estreia é uma grande emo-ção. “Interpretar uma pessoa que existiu é uma tarefa difícil. Esse texto me cativou, e Marília reuniu um grupo interessante de trabalhar. Por eu não ter vindo dos palcos, ir para o teatro tem que ser uma história, um texto, um projeto que me cative de alguma forma. Foi o que esse espetáculo conseguiu, a honra de trabalhar e ser dirigida por Marília, falar sobre a Callas, de estar levando a vida de uma pessoa que poucos conhecem: uma vida sofrida, mas linda!”, exprimePfeifer.

Serviço:
O quê: ‘Callas’ com Silvia Pfeifer e Cássio Reis (direção: Marília Pêra)
Quando: Sábado (08/08 - 21h) e Domingo (09/08 – 19h)
Onde: Teatro Municipal de Uberlândia – Av. Rondon Pacheco, 1515 – (34) 3235-1568
Ingressos(R$ 80,00 – inteira / R$ 40,00 – meia)à venda na Greta Cauê Maison – Av. Rondon Pacheco, 1413– (34) 3231-5151– ou pelo site: www.megabilheteria.com –Aceita-se Vale-Cultura da Sodexo, e clientes Brasil Prev e Renner têm 50% de desconto na compra de até dois ingressos.

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